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Embraer mira 2026 com entregas recordes e receita de até US$ 8,5 bilhões

Homem de terno caminha próximo a jato privado no aeroporto com laptop e documentos em carrinho.

A fabricante brasileira de aeronaves Embraer divulgou suas metas para 2026 - e elas vêm carregadas de ambição. Depois de um 2025 considerado exemplar, a empresa quer elevar ainda mais o patamar, combinando um volume de entregas sem precedentes com indicadores financeiros robustos. O setor de aviação, afinal, não gira apenas em torno de Boeing e Airbus.

Metas de entregas da Embraer para 2026

A Embraer pretende aumentar suas entregas de aeronaves em 2026, mesmo após um 2025 já muito forte. Em comunicado desta sexta-feira, 5 de março, o terceiro maior fabricante de aviões do mundo afirmou esperar um avanço de 9,4% no total de entregas em um ano, chegando a 255 aeronaves comerciais e executivas.

Mais adiante, a empresa também deve trabalhar com o conglomerado Adani Group como parte de um movimento para ganhar espaço no mercado indiano.

Na divisão de aviação comercial, a meta é entregar entre 80 e 85 aeronaves para companhias aéreas, acima das 78 unidades registradas em 2025. Já na aviação executiva, a Embraer projeta entre 160 e 170 jatos, novamente em alta frente a 2025, quando a empresa entregou 155 unidades.

Para sustentar esse plano, a companhia conta com um backlog (carteira de pedidos) sólido. No mesmo período, Airbus e Boeing entregaram, respectivamente, 793 e 600 aviões em 2025.

E-Jets E2 e a aposta no segmento de médio porte

A Embraer reforça, com esses números, que existe um espaço relevante além do duopólio formado por Airbus e Boeing. Sua tração vem de aeronaves bem ajustadas ao mercado de porte médio, permitindo que companhias operem rotas com custos menores e com aviões mais eficientes.

Nesse contexto, a família E-Jets E2 - a segunda geração dos modelos voltados a voos de curta e média distância - aparece como um pilar da estratégia, ao atender a demanda por eficiência operacional em ligações entre destinos que não comportam aeronaves maiores.

Uma alternativa aos turbo-hélices e aos monocorredores. O principal concorrente? O Airbus A220

Com motores Pratt & Whitney PW1000G e alterações nas asas de seus aviões, a Embraer afirma ter alcançado economias de combustível na faixa de 16 a 24% em relação à primeira geração. O resultado inclui aeronaves mais silenciosas e com custo de manutenção menor.

Na prática, esses jatos se posicionam como uma opção intermediária entre turbo-hélices como ATR ou Dash-8 e modelos monocorredores como os Airbus A320 e Boeing 737.

O rival mais direto dessa família é, naturalmente, o Airbus A220. Ainda assim, a Embraer conseguiu entregar em 2025 um total de 34 E175, 6 E190‑E2 e 38 E195‑E2. Os volumes já representavam uma melhora clara em comparação com 2024, com 18% a mais de entregas em um ano. A empresa também registrou um trimestre recorde no fim do ano passado, com 91 entregas.

O aumento do ritmo de entregas tende a impulsionar a receita da fabricante brasileira. Para este ano, a Embraer projeta faturamento entre 8,2 e 8,5 bilhões de dólares, após alcançar um recorde de 7,6 bilhões de dólares em 2025. O mercado recebeu os números de forma positiva, já que analistas trabalhavam com estimativas entre 7,0 e 7,5 bilhões de dólares.

Nos Estados Unidos, a companhia será isenta das tarifas de Donald Trump (10%) sobre suas exportações graças a um regime comercial revisado.

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