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Novas imagens sugerem a construção do quarto porta-aviões da China em Dalian, o Tipo 004

Homem com colete e capacete inspeciona planta de navio em doca seca com guindastes ao fundo.

Nas últimas horas, um novo conjunto de imagens de satélite passou a circular e aponta para o que, ao que tudo indica, é a construção do quarto porta-aviões da Marinha do Exército de Libertação Popular (PLAN) no estaleiro de Dalian, no nordeste da China. Embora os registros, difundidos por fontes de inteligência de código aberto (OSINT), não permitam identificar características específicas da estrutura, analistas avaliam que o nível de atividade na área indica uma evolução contínua na obra daquela que seria a próxima grande unidade da frota chinesa.

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O que se sabe até agora sobre a construção em Dalian

Apesar de Pequim já ter reconhecido oficialmente, por meio da mídia estatal, que um novo porta-aviões está em construção, ainda não foram divulgadas informações adicionais sobre o estágio do projeto, as especificações técnicas ou o cronograma previsto para entrada em serviço. Essa falta de dados limita qualquer descrição mais abrangente. Ainda assim, com o passar dos meses, vêm sendo observados indícios de atividades compatíveis com as fases iniciais de produção das primeiras seções do futuro navio.

Uma das imagens mais recentes oferece uma visão do estaleiro de Dalian, na faixa litorânea do nordeste chinês, e mostra uma grande estrutura nos principais cais do complexo. No registro, é possível que se trate de um casco de grande porte em etapa inicial de montagem, acompanhado por guindastes e módulos industriais típicos de processos de construção naval em larga escala. Embora a foto não permita confirmar o nível exato de avanço nem a vinculação direta ao suposto porta-aviões, o volume do trabalho e o posicionamento dos módulos sugerem que o estaleiro está executando uma construção de grandes dimensões.

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“Outra atualização borrada sobre o suposto porta-aviões 004 em construção em Dalian.” - @Rupprecht_A (@RupprechtDeino), 9 de novembro de 2025

Porta-aviões Tipo 004: propulsão nuclear, catapultas e 120.000 toneladas

Conforme relatos não oficiais, esse novo porta-aviões da Marinha da China - identificado preliminarmente como Tipo 004 - poderia incluir um sistema de propulsão nuclear, além de um conjunto de catapultas eletromagnéticas. As estimativas apontam para um deslocamento próximo de 120.000 toneladas, o que faria dele a maior unidade já construída pelo Gigante Asiático. Com base nesses elementos, algumas análises de especialistas indicam a possibilidade de entrada em serviço em um horizonte de dois a três anos, ainda que essa projeção deva ser tratada com cautela pela ausência de confirmação oficial.

Como o Tipo 004 se encaixa na atual frota de porta-aviões da China

Esse possível Tipo 004 representaria mais um avanço na evolução da capacidade chinesa de projeção de poder no mar. Hoje, o país opera três porta-aviões: o Liaoning (CV-16), o Shandong (CV-17) e o Fujian (CV-18). Este último foi incorporado formalmente à Marinha chinesa em 6 de novembro, reforçando a trajetória de modernização tecnológica do país.

Diversos analistas também destacam que o Fujian pode cumprir o papel de plataforma de transição tecnológica rumo a futuros porta-aviões com propulsão nuclear, abrindo caminho para a adoção de sistemas mais avançados e para um ganho de autonomia operacional nas próximas unidades.

Por fim, nesse contexto, o desenvolvimento e o progresso do porta-aviões Tipo 004 se inserem em uma estratégia mais ampla do Gigante Asiático, voltada a fortalecer a indústria naval doméstica com navios de complexidade crescente. O objetivo é dispor de unidades capazes de operar aeronaves embarcadas mais pesadas, com maior alcance e autonomia, além de sustentar operações prolongadas em mar aberto no oceano Pacífico.

Ao mesmo tempo, não se pode deixar de considerar que esse esforço responde ao cenário regional: nos últimos anos, as atividades militares no Indo-Pacífico se intensificaram de forma significativa, com maior presença de forças navais estrangeiras e um aumento de exercícios combinados.

Imagem de capa usada apenas para fins ilustrativos

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