Pular para o conteúdo

Grupo Fastjet avalia expansão para a África Ocidental com AOCs da Solenta no Gabão e na Costa do Marfim

Grupo de homens analisando mapa em aeroporto com dois jatos executivos ao fundo.

Expansão do Grupo Fastjet para a África Ocidental

O Grupo Fastjet está a avaliar a ampliação das suas operações para a África Ocidental, com a possibilidade de aproveitar os certificados de operador aéreo (AOCs) da Solenta Aviation no Gabão e na Costa do Marfim.

Segundo o CH-Aviation, apesar de ainda não existir uma decisão oficial para iniciar voos nesses mercados, o facto de a controladora já dispor de uma base regulatória estabelecida torna a região uma candidata natural para a próxima etapa de crescimento.

Julian Edmunds, diretor de estratégia e desenvolvimento do Grupo Fastjet, explicou que as declarações recentes não representam um anúncio formal, mas indicam que a presença da Solenta pode simplificar uma expansão quando a empresa optar por avançar. “A Solenta possui certificados no Gabão e na Costa do Marfim, que seriam pontos estratégicos para começarmos quando decidirmos avançar para a África Ocidental”, afirmou.

Estratégia de franquias e uso de AOCs da Solenta Aviation

O movimento segue a linha estratégica apresentada em março pela CEO Kirsten King, que prevê lançar a primeira franquia do grupo na região por meio de certificações de empresas já estabelecidas, em vez de criar uma nova companhia desde o início. Com isso, o processo regulatório tende a ser mais rápido e a entrada no mercado ocorre com maior agilidade.

Atualmente, o Grupo Fastjet opera através da Fastjet Zimbabwe, da Federal Airlines (FedAir) na África do Sul e da holding Fastjet Limited no Reino Unido. Em paralelo, a marca Fastjet Mozambique está em fase de relançamento numa parceria com a Solenta Aviation Mozambique, cujo certificado foi recentemente ampliado para incluir voos regulares.

Presença da Solenta e foco operacional com Embraer ERJ-145

A Solenta Aviation, controladora do grupo com cerca de 81% de participação, tem atuação consolidada no continente, com operações na África do Sul, Moçambique, Gabão e Costa do Marfim, além de manter licenças inativas em Gana e no Quênia. A frota inclui aeronaves ATR e Beechcraft, e a empresa acumula ampla experiência com jatos regionais Embraer, especialmente o modelo ERJ-145, empregado em transporte de passageiros, fretamentos corporativos e suporte à indústria de petróleo e gás.

A Fastjet, por sua vez, passou a estruturar as suas operações em torno dos jatos Embraer ERJ-145, deixando de lado os Airbus A319 para priorizar aviões de menor capacidade e maior eficiência - mais adequados a mercados com procura mais baixa. Hoje, a Fastjet Zimbabwe opera exclusivamente com esse modelo na sua malha regional.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário