Testes de pouso automático (autoland) do Boeing 737 MAX 10 em ventos fortes
A Boeing atingiu um marco relevante na campanha de certificação do 737 MAX 10 ao executar, no início deste ano, ensaios do sistema de pouso automático (autoland) sob ventos fortes e rajadas em Midland, no estado do Texas (EUA).
Para viabilizar a etapa, a empresa reuniu times de ensaios em voo, engenharia, meteorologia e suporte em solo, que passaram meses acompanhando a previsão e a evolução do tempo até encontrar as condições de vento consideradas ideais para a validação do desempenho do sistema.
O foco do trabalho foi comprovar que a aeronave consegue realizar pousos automáticos com segurança em situações de baixa visibilidade e com ventos desafiadores.
De acordo com a fabricante, os testes se beneficiaram de ventos cruzados intensos sobre a pista, o que permitiu confirmar, em ambiente real de operação, os limites que deverão orientar as futuras operações das companhias aéreas com o modelo.
Requisitos de certificação do 737 MAX 10
A certificação do 737 MAX 10, esperada para ocorrer ainda este ano, exige que a Boeing evidencie o desempenho do avião nos cenários mais severos que ele pode enfrentar em serviço. Entre esses cenários estão vento de proa, vento de cauda e vento cruzado.
“Garantimos que o sistema de pouso automático funcionará nessas condições. Por isso, precisamos testá-lo nos limites desses ventos ou até mesmo além deles“, afirmou o piloto de testes da Boeing, Dan Mangel.
Mangel também ressaltou que o MAX 10 conta com a mesma capacidade de pouso automático das demais variantes da família 737 MAX. Segundo ele, apesar de ser a maior versão já produzida da aeronave, o sistema foi ajustado para entregar características operacionais equivalentes às dos outros modelos.
O que foi observado durante as aproximações
Ao longo das aproximações para pouso, os pilotos analisaram como a aeronave sustentava a trajetória e com que rapidez o sistema aplicava correções quando atingido por rajadas.
“Estamos avaliando se o avião está realizando correções apropriadas e em tempo hábil na trajetória de voo, permanecendo dentro dos limites laterais da pista para garantir um pouso bem-sucedido“, explicou Mangel.
O piloto acrescentou que uma série de ensaios ocorreu com ventos consideravelmente acima do que é exigido pelos critérios de certificação.
“Muitos dos testes foram realizados com ventos muito acima do requisito. E nunca são ventos constantes. São sempre ventos com rajadas“, afirmou.
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