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Barómetro ACP de mobilidade: principais obstáculos na Área Metropolitana do Porto

Jovem com mochila verifica mapa e celular em ponto de ônibus urbano com ônibus ao fundo.

Obstáculos à mobilidade na Área Metropolitana do Porto

De acordo com o Barómetro ACP sobre mobilidade, circular pela Área Metropolitana do Porto (AMP) esbarra sobretudo em três entraves: excesso de trânsito (48%), mau estado de estradas e calçadas (37%) e falta de vagas para estacionar (37%). No ranking municipal das políticas, os melhores resultados aparecem na Maia, Valongo e Matosinhos; no extremo oposto ficam Feira, Gondomar e Vila do Conde.

O levantamento, dedicado às tendências de mobilidade nos 17 municípios que integram a AMP, foi conduzido pelo Automóvel Clube de Portugal com base em 1150 entrevistas feitas pela Pitagórica a moradores com 18 anos ou mais - um universo de aproximadamente 1,5 milhões de pessoas.

Trânsito, vias e estacionamento: o que mais pesa

Entre os problemas apontados, um se destaca de forma inequívoca: para 48% dos entrevistados (o equivalente a mais de 700 mil pessoas), a maior dificuldade é o excesso de trânsito. Quem mais sente esse impacto são os moradores do município do Porto (60%) e de Vila Nova de Gaia (58%), ambos atravessados pela Via de Cintura Interna, onde convergem várias autoestradas.

Já em municípios mais periféricos - como Vila do Conde (45%), Gondomar (41%), Valongo (39%) e Paredes (36%) -, embora também haja muita gente a citar o trânsito, o principal obstáculo muda. Em Paredes (56%), Gondomar (48%) e Valongo (42%), o ponto crítico passa a ser o mau estado das estradas e calçadas; em Vila do Conde (47%), a queixa mais frequente é a falta de lugares de estacionamento.

Melhorar horários nos transportes públicos

Quando a pergunta é sobre o que as prefeituras deveriam priorizar para resolver os problemas de mobilidade, a resposta mais recorrente também se sobressai: 60% defendem melhorar a frequência e os horários do transporte público. O dado sugere que, mesmo com a maioria dos deslocamentos feita de carro, existe disposição para trocar o automóvel pelo metrô, trem ou ônibus. Essa preferência aparece nos 17 municípios, com destaque para moradores de Gondomar (68%), Gaia e Feira (65%).

A segunda prioridade mais citada segue na mesma direção: 48% apontam a necessidade de criar mais ligações diretas e mais rápidas - com maior ênfase na Feira (58%) e em Gondomar (56%). Só em terceiro lugar surge uma menção mais diretamente ligada ao carro: 40% propõem, de forma geral, reduzir o congestionamento de automóveis, com destaque para 48% entre os moradores de Gaia. Já a redução do preço dos passes é considerada importante por 34%, e Matosinhos lidera essa reivindicação, com 41%.

Sentimento de insegurança na cidade do Porto

A pesquisa da Pitagórica para o ACP também mede como os cidadãos avaliam as políticas municipais de mobilidade, a partir de um conjunto de 12 indicadores. No cálculo final, os três primeiros lugares foram ocupados por Maia (68%), Valongo (65%) e Matosinhos (64%); na parte de baixo da tabela aparecem Vila do Conde (%8%), Gondomar (58%) e Feira (51%).

Ao analisar proximidade e facilidade de acesso a transportes públicos regulares, Matosinhos aparece no topo (76%), enquanto a Feira surge no outro extremo (35%). Sobre a sensação de segurança ao dirigir ou caminhar no entorno da residência, a melhor avaliação vai para a Maia (80%), e o Porto registra a pior situação dentro da Área Metropolitana (43%). No quesito preço do transporte público, os mais satisfeitos são os moradores de Valongo (59%), e os menos satisfeitos são os de Vila do Conde (23%).

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