O Ministério da Defesa do Reino Unido oficializou o nome do seu programa de Collaborative Combat Aircraft (CCA) como Storm Fighter, confirmando a designação do futuro drone de combate autônomo que atuará em conjunto com o Eurofighter Typhoon e o F-35 da Royal Air Force (RAF) - e, mais adiante, com o caça de sexta geração Tempest.
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A divulgação foi feita por Luke Pollard, Ministro de Estado do Reino Unido para Aquisições e Indústria de Defesa, durante a Global Air and Space Chiefs’ Conference. A escolha do nome se insere no escopo do Defence Investment Plan (DIP), pacote de investimentos do governo que prevê £298 bilhões ao longo dos próximos quatro anos. Desse total, £31 bilhões foram direcionados a capacidades de ar e espaço, enquanto £5 bilhões financiarão drones avançados e outros sistemas não tripulados.

Storm Fighter deve ampliar as capacidades de combate da RAF
Na explicação de Pollard, o programa Storm Fighter permitirá ao Reino Unido colocar em operação uma nova geração de aeronaves autônomas capazes de atuar em equipe com o Eurofighter Typhoon, o F-35 e o futuro Tempest. Pensados como collaborative combat aircraft, esses drones deverão executar tanto missões defensivas de escolta quanto tarefas ofensivas, elevando a sobrevivência e a eficácia das plataformas tripuladas em ambientes contestados.
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“Hoje, tenho o prazer de revelar que o nosso novo programa autônomo de CCA se chamará Storm Fighter. O Storm Fighter fará da Royal Air Force (RAF) a primeira força aérea de sexta geração da Europa”, declarou Luke Pollard. Ele também destacou que o investimento sustenta a inovação tecnológica doméstica, fortalece a base industrial de defesa britânica e deve abrir oportunidades futuras de exportação, ao mesmo tempo em que aprofunda a cooperação com países aliados.

RAF prevê a incorporação de outros sistemas autônomos
Posteriormente, a Royal Air Force confirmou que o Storm Fighter é apenas uma parte de uma família mais ampla de plataformas autônomas atualmente em desenvolvimento. O Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, Air Chief Marshal Sir Harv Smyth, anunciou que o Reino Unido também pretende introduzir o Storm Chrome, uma plataforma de guerra eletrônica, e o Storm Fire, um drone de ataque unidirecional com alcance projetado de até 1.000 milhas (aproximadamente 1.600 quilômetros).
Esses novos sistemas aproveitam a experiência operacional obtida com o StormShroud, uma plataforma autônoma que entrou em serviço na RAF no ano passado. Segundo a força, o StormShroud melhora a sobrevivência dos pilotos ao interferir em radares hostis durante operações de combate. “Nosso novo programa de CCA, Storm Fighter, mudará fundamentalmente o equilíbrio econômico a nosso favor ao absorver risco e permitir que nossas plataformas tripuladas sobrevivam com muito mais eficácia”, afirmou Sir Harv Smyth.

Investimento sustenta a primeira força aérea de sexta geração da Europa
Dentro do Defence Investment Plan, o governo do Reino Unido destinou £300 milhões para dar início ao programa Storm Fighter. O planejamento atual aponta para o primeiro voo de um demonstrador tecnológico por volta de 2030, embora Sir Harv Smyth tenha indicado recentemente que espera ver um demonstrador voando ao lado de um Eurofighter Typhoon bem antes - possivelmente já no próximo ano.
Pollard reforçou que drones de combate colaborativos foram concebidos para complementar - e não substituir - os caças tripulados. Na visão de longo prazo da RAF, a estrutura futura integrará F-35, Eurofighter Typhoon, Tempest e Storm Fighter em uma arquitetura de combate unificada, voltada a reforçar a capacidade de dissuasão do Reino Unido e posicionar a Royal Air Force como a primeira força aérea de sexta geração da Europa.
Crédito da imagem de capa: respectivo proprietário.
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