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Boeing confirma que o segundo E-7 Wedgetail do Reino Unido concluiu o primeiro voo FCF para a RAF

Avião militar taxiando em pista de aeroporto com duas pessoas usando coletes refletivos ao lado.
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O programa que vai equipar a Real Força Aérea britânica (RAF) com uma nova capacidade de alerta antecipado e controlo aerotransportado (AEW&C) segue avançando. Desta vez, a Boeing anunciou que o segundo dos futuros E-7 Wedgetail do Reino Unido concluiu com êxito o seu primeiro voo de verificação funcional (Functional Check Flight – FCF), assinalando mais um marco na sequência de testes que antecede a entrega à força aérea.

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Primeiro voo FCF do segundo E-7 Wedgetail britânico

De acordo com a empresa, o voo foi conduzido em parceria com a STS Aviation Services e partiu do aeroporto de Birmingham, local onde são executados os trabalhos de conversão e a integração dos aviões. A missão durou cerca de duas horas e serviu para confirmar o funcionamento adequado dos diversos sistemas da aeronave antes de se passar para as próximas fases da campanha de testes em voo. A Boeing descreveu o resultado como “outro passo adiante” para a futura frota de E-7 Wedgetail da RAF.

Ensaios do WT001 na Escócia e próximos passos

Este progresso soma-se ao que havia sido registado semanas antes com o primeiro exemplar britânico, identificado pela matrícula WT001, que foi destacado para a base aérea RAF Lossiemouth, na Escócia, para dar continuidade à campanha de testes e avaliação. A partir dali, e em coordenação com as instalações do Ministério da Defesa em Boscombe Down, a aeronave segue acumulando horas de voo para validar todos os seus sistemas antes de entrar no serviço operacional.

Quando essa etapa for concluída, o primeiro E-7 será atribuído ao Esquadrão N.º 8 da RAF, operando ao lado da frota de aeronaves de patrulha marítima P-8A Poseidon, com as quais partilha a plataforma Boeing 737 Next Generation.

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Substituição do E-3D Sentry e capacidades do E-7 Wedgetail

O E-7 Wedgetail foi escolhido pelo Reino Unido para substituir os E-3D Sentry, retirados de serviço em 2021, restabelecendo uma capacidade estratégica considerada essencial nas operações aéreas modernas. Baseado no Boeing 737-700, o sistema reúne um radar de vigilância de longo alcance com varredura eletrónica, sensores de identificação e sofisticados recursos de comando, controlo e comunicações, permitindo detetar, acompanhar e coordenar ações contra múltiplas ameaças aéreas e marítimas.

Além da RAF, a plataforma já está em operação nas forças aéreas da Austrália, Coreia do Sul e Turquia, enquanto outros países - incluindo os Estados Unidos - também avançam no processo de adoção.

Fotografias: Boeing.

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