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Air France deixa de voar de Orly para Nice, Toulouse e Marseille a partir de 29 de março de 2026

Homem vestido formalmente com mala e passaporte observa avião Air France no aeroporto.

A Air France vai encerrar as rotas a partir do aeroporto de Orly com destino a Nice, Toulouse e Marseille.

Nos últimos tempos, Orly virou o queridinho de muitos viajantes, batendo recordes de movimento. Esse sucesso se explica pela forte presença de companhias aéreas de baixo custo e pelo acesso mais simples graças à Linha 14 do metrô em Paris. Só que, a partir de 29 de março de 2026, o cenário no pátio de Orly vai mudar.

A partir do fim de março, a Air France deixará de oferecer voos de Orly para Nice, Toulouse e Marseille. Para chegar a esses destinos saindo do sul de Paris, os passageiros terão de recorrer a outras empresas. Transavia e EasyJet querem uma fatia desse mercado e travam uma disputa para conquistar essa clientela corporativa, considerada estratégica.

Mudanças em Orly a partir de 29 de março de 2026

Com a saída da Air France dessas três ligações a partir de Orly, quem viaja com frequência entre Paris e o sul da França passará a ver uma nova distribuição de oferta entre as low-cost - especialmente em horários e facilidades voltadas ao público de negócios.

Air France abandona Orly

A Air France decidiu direcionar seus esforços para o aeroporto de Paris-Charles-de-Gaulle, em Roissy, ao norte da capital. Assim, a partir de 29 de março de 2026, a companhia francesa não voará mais de Orly para Nice, Toulouse e Marseille - um movimento que abre uma oportunidade valiosa para Transavia e EasyJet.

O público que utilizava essas rotas agora deixadas de lado pela Air France é, em grande parte, formado por profissionais. Para as concorrentes, capturar esses passageiros tende a ser um ganho importante.

Transavia e EasyJet disputam a clientela corporativa de Nice, Toulouse e Marseille

Subsidiária de baixo custo do grupo Air France, a Transavia vai oferecer viagens para Nice e Toulouse com 8 voos por dia, enquanto Marseille contará com 2 voos diários. A empresa aposta em flexibilidade para atrair novos clientes e destaca a “tarifa Max”, que permite alterar o voo no mesmo dia até 1 hora antes da partida - uma comodidade particularmente útil para quem viaja a trabalho. Um trajeto específico e um lounge dedicado são outros diferenciais que a Transavia faz questão de colocar em evidência.

Do lado da EasyJet, a estratégia também é agressiva. A low-cost entra forte com 9 voos para Nice e 7 viagens até Toulouse. Por outro lado, não haverá operação para Marseille. Para convencer os viajantes, a EasyJet oferece 50% de desconto na assinatura anual do EasyJet Plus para pessoas vindas do programa FlyingBlue e que possuam cartões Air France. Com isso, elas passam a ter direito a embarque prioritário e também à possibilidade de levar uma bagagem de cabine, numa tentativa de se aproximar do padrão de serviço associado à Air France.

Queda de demanda e impacto no tráfego de Orly

Essa disputa pela clientela das rotas para Nice, Toulouse e Marseille acontece num contexto pouco favorável. Com a concorrência dos TGV e outros fatores, o tráfego para Nice recuou 14,9%, o de Toulouse caiu 35,9%, enquanto Marseille registrou -28,8%. Mesmo com esses números negativos, o público corporativo continua sendo valioso tanto para o aeroporto de Orly quanto para as companhias aéreas.

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