A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) e a Anduril Industries anunciaram um novo marco no desenvolvimento das futuras Aeronaves de Combate Colaborativo (Collaborative Combat Aircraft – CCA), depois que um protótipo YFQ-44A realizou com sucesso o primeiro disparo de um míssil AIM-120 AMRAAM em um teste no deserto de Mojave, na Califórnia. A avaliação, conduzida a partir da Base Aérea de Edwards, representa o primeiro emprego de armamento por esse novo drone concebido para atuar ao lado de caças tripulados.
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Como foi o teste do YFQ-44A no deserto de Mojave
Segundo as informações divulgadas pela USAF e pela Anduril, o YFQ-44A conduziu um ataque completo além do alcance visual (Beyond Visual Range – BVR) contra um alvo simulado. Durante o ensaio, o sistema autônomo Lattice recebeu os dados do alvo e, após a autorização de um operador humano, a aeronave efetuou o lançamento de um AIM-120 AMRAAM, confirmando toda a sequência de emprego da arma em um cenário representativo de combate.
“Novas imagens de teste: primeiro disparo de míssil a partir do YFQ-44A.
O YFQ-44A executou um ataque completo, além do alcance visual, contra um alvo simulado.
O teste, realizado a partir de @EdwardsAFB, representa um passo importante para transformar o CCA em uma capacidade operacional.”
- Anduril Industries (@anduriltech), 15 de julho de 2026
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O chefe do Estado-Maior da Força Aérea dos EUA, general Kenneth S. Wilsbach, descreveu o ensaio como “um passo importante” rumo à incorporação operacional das aeronaves de combate colaborativo. Já a Anduril destacou que o evento foi bem mais do que um simples disparo, pois serviu para evidenciar a integração completa entre sensores, software autônomo, enlaces de dados e sistemas de armas.
Um programa pensado para operar com caças tripulados
Desenvolvido pela Anduril, o YFQ-44A integra o primeiro incremento do programa Collaborative Combat Aircraft (CCA) conduzido pela Força Aérea dos Estados Unidos. A proposta é que essas aeronaves atuem em conjunto com plataformas tripuladas, como os F-35 Lightning II e os futuros F-47, executando missões de superioridade aérea, ataque, guerra eletrônica, reconhecimento ou como isca, sempre sob a supervisão de um piloto humano.

YFQ-44A – Força Aérea dos EUA.
Autonomia do Lattice e decisão humana para o uso de armas
Autoridades norte-americanas enfatizaram que, apesar do alto nível de autonomia dessas aeronaves, a decisão de empregar armamento continuará dependendo exclusivamente de um operador humano, que mantém o controle do sistema durante toda a missão. O disparo do AMRAAM também é apresentado como o encerramento de uma campanha de testes iniciada no começo do ano, com ensaios de transporte inerte de armamento, sinalizando um novo patamar de maturidade para um programa que prevê incorporar cerca de 1.000 aeronaves de combate colaborativo nas próximas décadas.
Um desenvolvimento que acelera sua maturidade
Esse teste recente se soma a uma sequência de avanços obtidos nos últimos meses. Após concluir seu primeiro voo em novembro de 2025, o YFQ-44A entrou em produção de baixa cadência no início de 2026. Em junho, a Força Aérea concedeu novos contratos para acelerar o desenvolvimento das diferentes famílias de aeronaves CCA. Em paralelo, o segundo concorrente do programa, o YFQ-42A da General Atomics, também pretende realizar seu primeiro lançamento de armamento antes do fim do ano, consolidando uma fase decisiva na evolução dessas plataformas que acompanharão a próxima geração de caças norte-americanos.
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