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Voo de deportação de brasileiros dos Estados Unidos: Eastern Airlines usa Boeing 767-300 N703KW na 25ª operação de 2026

Passageiros descendo de avião e sendo recebidos por funcionários com coletes refletivos na pista.

Nesta manhã de quarta-feira, 1º de julho, decolou mais um voo de deportação de brasileiros dos Estados Unidos. Trata-se da 25ª operação de 2026, como o AEROIN vem acompanhando desde o início do ano.

A missão volta a ser conduzida pela norte-americana Eastern Airlines, com o Boeing 767-300 de matrícula N703KW, configurado para transportar mais de 240 pessoas.

Detalhes do voo EAL-8272 e rota prevista

O jato saiu de Alexandria, nos EUA, e, conforme dados do sistema de voos programados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), está prevista uma escala em Bogotá, na Colômbia. Na sequência, o voo EAL-8272 segue para o Brasil, com chegada programada para 19h50 no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG).

Cerca de duas horas após o desembarque, a aeronave deverá partir como voo EAL-8273 com destino a Santiago, no Chile. Todo o planejamento informado é uma previsão e pode sofrer alterações ou até cancelamento. Os voos do N703KW podem ser acompanhados em tempo real clicando aqui.

Objetivo dos voos de deportação, segundo os EUA

De acordo com o Departamento de Segurança Interna dos EUA, os voos de deportação servem para repatriar cidadãos de outros países que não cumpriram as leis migratórias norte-americanas. Em geral, estão entre os deportados pessoas que entraram nos Estados Unidos de forma irregular, que não obtiveram autorização para permanecer no país, que foram condenadas por crimes e/ou que foram consideradas uma ameaça à segurança nacional.

Dados do voo anterior e perfil dos deportados

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), no voo da semana passada foram deportadas 56 pessoas. A maior parte era composta por homens, com apenas duas mulheres - uma participação bem menor do que a observada como padrão em operações anteriores. Uma dessas mulheres viajou acompanhada do filho de 9 anos. Também houve registro de um caso envolvendo pessoa procurada pela Justiça.

Acolhimento em Confins pelo programa “Aqui é Brasil” e serviços do CREDH-RM

A deportação é executada pelo governo dos Estados Unidos e, em território brasileiro, os deportados recebem apoio de acolhida organizado pelo MDHC em parceria com outros órgãos federais, dentro do programa “Aqui é Brasil”.

No aeroporto mineiro, eles são recepcionados e, caso queiram, encaminhados para uma estrutura especial montada pelo Governo em um hotel, voltada a necessidades imediatas, como acesso a atendimento médico e psicológico, alimentação, conjuntos de higiene, apoio psicossocial e transporte para suas cidades de origem.

Além disso, o Aeroporto de Confins conta com o Centro de Referência em Direitos Humanos para Pessoas Repatriadas e Migrantes (CREDH-RM). Instalado no 1º piso do Terminal de Passageiros 1, no nível acima do balcão de despacho 1, o local presta atendimento interdisciplinar especializado, com foco em escuta qualificada, orientação documental e encaminhamento para políticas públicas nas áreas de assistência social, saúde, educação, trabalho e renda.

Levantamento de Ricardo Morgan: números de 2025 e 2026

Com base em um levantamento de Ricardo Morgan, que fotografa e filma o movimento aéreo do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em 2025 os Estados Unidos deportaram 3.371 brasileiros em 38 voos, que tiveram como destino Confins, Fortaleza ou Manaus. Em 2026, o total já passou de 1.500 pessoas em 24 voos, todos direcionados a Confins.

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