Confissão de culpa no caso do voo AS-604 da Alaska Airlines
Julio Alvarez Lopez, um cidadão mexicano com residência legal nos Estados Unidos desde 2018, confessou culpa por agressão com arma letal após atacar um passageiro escolhido ao acaso durante o voo AS-604 da Alaska Airlines. O avião saiu de Seattle com destino a Las Vegas em 24 de janeiro de 2024.
Comportamento a bordo antes da descida para Las Vegas
O episódio aconteceu quando a aeronave já iniciava a descida para o Aeroporto Internacional Harry Reid, em Las Vegas. De acordo com testemunhas, ao longo das cerca de duas horas de viagem Lopez aparentava inquietação: levantava-se repetidamente para mexer na mochila e alternava entre colocar e tirar as luvas.
Ataque no corredor e uso de arma improvisada com canetas
Aproximadamente 30 minutos antes do pouso, Lopez se trancou no banheiro. Quando saiu, caminhou diretamente até a vítima e começou uma agressão sem qualquer provocação.
Ele atingiu o passageiro com socos e golpes e, em seguida, passou a perfurá-lo com uma arma improvisada feita com três canetas presas por elásticos. A esposa da vítima pediu que ele parasse, enquanto o sangue se espalhava no local.
Contenção pela tripulação e alegação de motivação
Depois da agressão, Lopez tentou avançar para a parte dianteira do avião, mas foi contido por um policial que estava fora de serviço e por integrantes da tripulação. Para imobilizá-lo, foram usadas algemas flexíveis.
A vítima sofreu ferimentos no rosto que exigiram pontos, porém não corre risco de vida.
Inicialmente, Lopez declarou que pretendia matar o passageiro por acreditar que ele fazia parte de um cartel ou máfia que o estaria perseguindo havia meses. Segundo essa versão, o plano era esfaquear a vítima pelo olho até alcançar o cérebro com a arma improvisada.
Apesar de ter se declarado inocente no começo, ele mudou o posicionamento e, recentemente, se declarou culpado. A sentença foi marcada para 22 de setembro de 2026. Durante o andamento do processo, ele permaneceu sob custódia e passou por avaliação em um hospital psiquiátrico para checar se tinha capacidade de responder ao julgamento.
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