Viajar pela América do Sul tende a ficar mais fácil para brasileiros. A Carteira de Identidade Nacional (CIN), o chamado novo RG, deverá passar a ser aceita como documento de entrada em oito países sul-americanos em viagens de turismo, dispensando a apresentação do passaporte.
A decisão foi aprovada em uma reunião de ministros da Justiça e do Interior do Mercosul, realizada no Paraguai no fim de maio.
Com o acordo, será possível usar a CIN para ingressar em Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru. Ainda não existe uma data oficial para o início da mudança, mas a expectativa é que a novidade comece a valer a partir de agosto deste ano.
Quais países aceitarão o novo RG?
A relação reúne oito destinos bastante populares entre turistas do Brasil:
- Argentina
- Paraguai
- Uruguai
- Bolívia
- Chile
- Colômbia
- Equador
- Peru
Na prática, o acordo amplia os documentos aceitos em deslocamentos pela região e fortalece a integração entre países sul-americanos.
O RG antigo continua valendo?
Sim. Mesmo com a adoção da CIN, não é necessário trocar o documento com urgência.
O RG tradicional segue aceito para viagens a países do Mercosul e associados, desde que esteja bem conservado e tenha sido emitido há menos de 10 anos. Além disso, o modelo antigo continuará válido no Brasil até 2032, quando se encerra o período de transição para a nova identidade nacional.
Ou seja, quem tem um RG emitido recentemente pode continuar utilizando o documento normalmente ao cruzar as fronteiras desses países.
O que torna a nova identidade diferente?
A Carteira de Identidade Nacional adota o CPF como número único de identificação em todo o território nacional, o que ajuda a reduzir fraudes e impede que uma mesma pessoa tenha diferentes números de RG em estados distintos. O documento também segue padrões internacionais de segurança e conta com versão digital, acessível pelo aplicativo Gov.br.
Para quem está a organizar uma viagem pela América do Sul, a mudança traz mais praticidade no momento de embarcar - e, por enquanto, tanto o novo RG quanto o RG tradicional permanecem como alternativas válidas para visitar alguns dos destinos mais interessantes do continente.
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