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Anac conclui oficina “Desafios da Aviação Civil para os próximos 5 anos” e avança no Planejamento Estratégico 2027–2030

Grupo de pilotos e equipe em reunião com avião decolando ao fundo em aeroporto.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) encerrou na quarta-feira, 20 de maio, a oficina “Desafios da Aviação Civil para os próximos 5 anos”. A iniciativa reuniu representantes do setor aéreo, especialistas, empresas, instituições públicas e privadas, universidades e a sociedade civil para debater os principais entraves que a aviação brasileira deve enfrentar nos próximos anos.

Realizada em três etapas - em 6, 13 e 20 de maio - na sede da Agência, em Brasília (DF), a programação promoveu discussões sobre temas considerados centrais para o avanço do setor: Mercado e Conectividade, Inovação e Segurança e Sustentabilidade e Pessoas.

No total, participaram 59 painelistas convidados, além de diretores e servidores da Anac, em um esforço coletivo voltado a subsidiar a elaboração do Planejamento Estratégico da Agência para o ciclo 2027–2030.

Objetivos da oficina e participação no Planejamento Estratégico da Anac 2027–2030

Além de analisar tendências, a oficina buscou ampliar os canais de escuta institucional e fortalecer a interlocução entre o regulador, o setor regulado, o governo, a academia e a sociedade. Até o último dia do evento, também foram recebidas contribuições por formulário eletrónico e por e-mail, que serão consideradas no processo de construção do plano da Agência.

Ao longo das três quartas-feiras, os debates apontaram temas vistos como decisivos para o futuro da aviação civil brasileira, incluindo: expansão da conectividade aérea regional, sustentabilidade económica do setor, transformação digital, modernização regulatória, adoção de novas tecnologias, cultura de segurança, transição energética, descarbonização, desenvolvimento de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), qualificação profissional, atração e retenção de talentos e os efeitos das mudanças climáticas sobre a atividade aérea.

Os painéis também reforçaram a importância de uma atuação articulada entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil, tanto para superar desafios estruturais como para aproveitar oportunidades ligadas a crescimento e inovação.

Durante os encontros, destacou-se que construir o futuro da aviação depende de diálogo contínuo, previsibilidade regulatória, capacidade de adaptação às mudanças tecnológicas e compromisso conjunto com segurança, eficiência operacional e sustentabilidade.

A iniciativa faz parte do processo de elaboração do Planejamento Estratégico da Anac 2027–2030 e representa a primeira etapa de construção do plano, que estabelecerá prioridades institucionais, diretrizes e objetivos para a atuação da Agência nos próximos anos.

A seguir, um resumo dos três dias de evento:

6 de maio: Mercado e conectividade

O primeiro dia concentrou-se em conectividade, expansão do setor e obstáculos estruturais da aviação no Brasil.

As conversas trouxeram análises sobre o aumento da conectividade regional, a sustentabilidade económica do setor, competitividade, infraestrutura aeroportuária, judicialização, ambiente regulatório, custos operacionais e o papel do transporte aéreo como impulsionador do desenvolvimento económico e social.

Nos painéis, os participantes assinalaram que a aviação civil atravessa um período de mudanças aceleradas e que os próximos anos exigirão adaptação, cooperação institucional e planeamento estratégico com visão de longo prazo.

Entre os principais pontos de convergência do dia, sobressaiu a ideia de que ampliar a conectividade aérea no Brasil vai além de abrir novas rotas: trata-se de integrar regiões, diminuir desigualdades e estimular o desenvolvimento económico.

Também se enfatizou a necessidade de ação coordenada entre regulador, empresas, governo e outros agentes do setor para enfrentar desafios históricos e consolidar soluções sustentáveis para o crescimento da aviação brasileira.

Melhores momentos do primeiro dia:

  • Debates sobre a expansão da malha aérea regional e os desafios de conectividade no Brasil.
  • Discussões sobre sustentabilidade económica do setor e os impactos dos custos operacionais na expansão da aviação.
  • Reflexões sobre o papel estratégico da aviação para integração nacional, turismo, negócios e desenvolvimento regional.
  • Diálogo entre representantes do setor regulado, governo, empresas e academia sobre modernização regulatória e segurança jurídica.
  • Construção colaborativa de propostas e contribuições para subsidiar o Planejamento Estratégico da Anac para os próximos anos.
  • Participação ativa dos diversos segmentos do setor aéreo, reforçando a importância da escuta e do diálogo institucional.

13 de maio: Inovação e Segurança

No segundo encontro, as discussões trataram dos efeitos das novas tecnologias na aviação, dos desafios regulatórios associados à transformação digital e da necessidade de fortalecer de forma contínua a cultura de segurança operacional, para que o setor acompanhe os avanços num contexto de mudanças rápidas.

Melhores momentos do segundo dia:

  • Debates sobre transformação digital e os impactos das novas tecnologias na aviação civil brasileira.
  • Discussões sobre modernização regulatória e a necessidade de adaptação rápida diante das mudanças tecnológicas do setor.
  • Reflexões sobre segurança operacional como valor permanente da aviação e elemento essencial para o crescimento sustentável do setor aéreo.
  • Painéis sobre integração de sistemas, uso estratégico de dados e inteligência artificial aplicados à regulação e às operações aéreas.
  • Debates sobre drones, eVTOLs e novas tecnologias de mobilidade aérea avançada, incluindo os desafios regulatórios e operacionais para os próximos anos.
  • Discussões sobre cibersegurança e proteção de sistemas críticos da aviação em um ambiente cada vez mais conectado e digital.
  • Mesa redonda para troca de experiências entre regulador, empresas, especialistas e academia sobre inovação responsável e construção conjunta de soluções para o setor.
  • Reflexões sobre o equilíbrio entre inovação, eficiência operacional e manutenção dos elevados padrões de segurança da aviação civil brasileira.

20 de maio: Sustentabilidade e pessoas

O terceiro e último dia voltou-se aos desafios de descarbonização da aviação, ao desenvolvimento de combustíveis sustentáveis, aos impactos das mudanças climáticas sobre o setor e à relevância da formação, qualificação e valorização de pessoas para sustentar o crescimento da aviação civil brasileira.

Melhores momentos do terceiro dia:

  • Debates sobre os desafios da transição energética e os caminhos para uma aviação mais sustentável nos próximos anos.
  • Discussões sobre combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e a necessidade de desenvolvimento de políticas públicas, incentivos e infraestrutura para expansão do setor.
  • Reflexões sobre os impactos das mudanças climáticas na aviação civil e a importância do fortalecimento da resiliência operacional e da adaptação do setor.
  • Painéis sobre inovação sustentável, eficiência operacional e redução de emissões no transporte aéreo.
  • Debates sobre formação, qualificação e retenção de profissionais diante das transformações tecnológicas e operacionais da aviação.
  • Discussões sobre acessibilidade, diversidade, inclusão e valorização de pessoas como elementos estratégicos para o futuro do setor aéreo.
  • Reflexões sobre a necessidade de equilíbrio entre crescimento do setor, responsabilidade ambiental e desenvolvimento social.

Com a realização da oficina, a Anac reforça o seu compromisso com uma regulação cada vez mais moderna, participativa e alinhada aos desafios e às transformações da aviação civil brasileira.

Informações da Anac

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