A Dyson acaba de apresentar o HushJet Mini Cool, o primeiro ventilador portátil da marca. Ele pesa 212 gramas, traz motor a 65.000 tr/min, promete até 6 horas de autonomia e recarga via USB‑C. Nos Estados Unidos, sai por 100 dólares; por enquanto, o valor para a Europa ainda não foi divulgado.
Depois de ganhar espaço com aspiradores, secadores de cabelo e até fones de ouvido, a Dyson agora mira um território onde muita gente não esperava ver a empresa: o mini ventilador portátil. Com as ondas de calor cada vez mais frequentes, é o tipo de acessório que costuma ser comprado por poucos euros em marketplaces como Amazon ou AliExpress.
Só que, como de costume, a Dyson segue um caminho próprio: seu primeiro mini-ventilador portátil custa 100 dólares. A pergunta, então, é inevitável: por que tão caro - e, mais importante, para que ele serve?
Um ventilador mais leve do que um iPhone
Na balança, o HushJet Mini Cool marca 212 gramas, ou seja, pouco mais do que um smartphone comum - e esse é um dos principais argumentos da Dyson. A proposta é que ele seja leve o suficiente para usar na mão, apoiar na mesa ou prender no pescoço (a Dyson inclui um colar de pescoço; a tecnologia não para). Assim, o produto oferece três formas de uso, enquanto muitos concorrentes normalmente ficam limitados a apenas uma.
A parte técnica também é onde a Dyson tenta se diferenciar. O motor brushless gira a 65.000 tr/min e entrega um jato de ar direcionado de 25 m/s (equivalente a um vento de 90 km/h) em um aparelho que cabe na palma da mão. Tudo isso é baseado na tecnologia HushJet - já utilizada nos purificadores de ar da marca -, que busca diminuir as turbulências para operar com menos ruído. São cinco velocidades, além de um modo Boost pensado para os dias de canícula.
O preço já “esfria” a empolgação
Na recarga, nada fora do padrão: o HushJet Mini Cool carrega por USB‑C e vem com base de carregamento, cabo, colar de pescoço e uma bolsinha de transporte. A autonomia declarada é de 6 horas, o que deve dar conta de um dia de trabalho no escritório ou de um passeio ao ar livre.
Também há três opções de cor: Stone/Blush (disponível já no lançamento), Carnelian/Sky (em maio) e Ink/Cobalt (em junho).
O ponto mais delicado do HushJet Mini Cool é, de longe, o preço. Ele foi anunciado a 100 dólares nos EUA. Para a Europa, ainda não existe um número oficial, mas, seguindo as conversões usuais praticadas pela Dyson, é razoável esperar algo entre 100 e 130 euros. Em um mercado onde ventiladores portáteis ficam na faixa de 10 a 30 euros nas marketplaces, trata-se de um posicionamento, no mínimo, ambicioso.
A Dyson, porém, não está sozinha nesse segmento. A Shark acaba de lançar o ChillPill, muito parecido e com um extra: função de brumização. Os mini-ventiladores serão as próximas estrelas do verão? Provavelmente.
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O que achamos do Dyson HushJet Mini Cool
A Dyson tem histórico de pegar objetos comuns e transformá-los em itens de desejo. Esse mini-ventilador portátil segue exatamente essa lógica e, pelo que promete no papel, parece bem acima do que se encontra hoje no mercado.
Ainda assim, a questão dura é a do preço. Por 100 dólares, o HushJet Mini Cool custa de 5 a 10 vezes mais do que um ventilador portátil tradicional. O ganho de desempenho compensa um salto desse tamanho? Talvez para tecnófilos e fãs da marca. Mas, para o grande público, “a questão é vite respondue”.
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