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UNITAS 2026: Lago Titicaca, no Peru, sediará a fase lacustre

Militares reunidos em barco analisando mapas náuticos com montanhas ao fundo em dia ensolarado.

Lago Titicaca estreia como cenário do UNITAS no altiplano

Pela primeira vez na história do UNITAS - o exercício naval multinacional mais antigo do mundo - o Lago Titicaca, o lago navegável mais alto do planeta, no setor peruano, será o palco da fase lacustre no altiplano das operações, com a participação de onze países da região.

Esse marco desta edição abre espaço para um ambiente geográfico distinto e singular, permitindo a condução de operações combinadas em cenários lacustres de grande altitude, acima de 3.800 metros, o que eleva o nível de exigência tanto para o efetivo quanto para os equipamentos.

Conferência inicial em Lima dá início ao planejamento do UNITAS 2026

Dentro desse contexto, a Marinha de Guerra do Peru (MGP), por meio da Comandância-Geral de Operações do Pacífico, realizou em Lima a Conferência Inicial de Planejamento (IPC) do evento 2026, formalizando o começo do processo de organização do mais importante treinamento naval combinado do continente americano.

O encontro internacional contou com delegações militares do Peru, Estados Unidos da América, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala e Panamá, reforçando o compromisso regional com a cooperação naval e com a segurança hemisférica.

A conferência teve co-liderança do Contra-Almirante Alfredo Osorio Bromberg, representando o Peru, ao lado do Capitão de Mar e Guerra David Damato e do Coronel Andrew Lee, representantes dos Estados Unidos.

Fases operacionais previstas e componente de ciberdefesa no Peru

Entre os assuntos discutidos, tiveram destaque o planejamento das diferentes fases operacionais, que contemplarão operações marítimas, anfíbias, na Amazônia, de ciberdefesa e treinamento no altiplano. O desenho dessas atividades busca ampliar a interoperabilidade entre as forças navais e aprimorar a capacidade de resposta conjunta diante de crises regionais, operações de segurança marítima e missões de assistência humanitária.

Além disso, o exercício passará a incluir, pela primeira vez no Peru, um componente especializado de ciberdefesa no âmbito do UNITAS, voltado ao fortalecimento das capacidades de proteção de redes, defesa de infraestruturas críticas e coordenação multinacional frente a ameaças no ciberespaço - um domínio cada vez mais relevante para as operações militares modernas.

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