Reajuste nas rotas A2 e A1 em 2026
Viajar de Lisboa ao Algarve (ou no sentido contrário) pela A2 vai custar mais 50 centavos para veículos Classe 1, passando a totalizar 23,80 euros a partir de 1 de janeiro de 2026.
Esse é o aumento absoluto mais alto entre os divulgados pela Brisa para os pedágios de 2026, principal concessionária de rodovias em Portugal. Na sequência, vem a ligação norte–sul mais importante do país: na A1, o trajeto entre Lisboa e Porto terá acréscimo de 45 centavos, elevando o valor final para 25,05 euros.
São dois percursos entre os mais usados da malha nacional e, por isso, aqueles em que o reajuste tende a ser mais perceptível no bolso de quem dirige.
Aumento médio de 2,29% nos pedágios
Segundo a concessionária, as tarifas de pedágio terão em 2026 uma atualização média de 2,29%. O percentual decorre da aplicação da inflação homóloga de outubro no continente (sem habitação), somada ao adicional de 0,1%, conforme previsto no Decreto-Lei n.º 87-A/2022.
A Brisa ressalta, porém, que o reajuste não se distribui de forma uniforme por toda a rede. Existem praças com aumentos abaixo da média, outras sem qualquer alteração e ainda casos com variações acima de 2,29%, principalmente onde não houve reajustes em anos anteriores.
Além da A1 e da A2, outros trajetos relevantes já têm aumentos confirmados para veículos de Classe 1. Um exemplo é o percurso A2/A6 – Marateca / Caia, cujo pedágio sobe 35 centavos, chegando a 15,40 euros. Ao todo, 40 das 93 tarifas aplicadas a veículos leves serão atualizadas em 2026.
Mais de metade da rede sem aumentos
Por outro lado, 57% dos pedágios da rede Brisa vão permanecer exatamente com o mesmo valor de 2025. Entre os percursos que não terão reajuste em 2026 estão ligações como Lisboa–Oeiras (A5) e Ermesinde–Valongo (A4).
Investimentos e melhorias na rede Brisa em 2026
Junto com o anúncio dos novos valores de pedágio, a Brisa informou que planeja investir 64 milhões de euros na sua rede de rodovias em 2026. As ações devem se concentrar sobretudo na manutenção de pavimentos, na reabilitação de viadutos e taludes, além de melhorias em áreas de serviço.
Em alguns trechos da A2, a capacidade de estacionamento para veículos leves será ampliada, assim como a oferta de pontos de recarga para veículos elétricos, em resposta ao aumento da demanda. A concessionária também confirmou a expansão da rede de supercarregadores Via Verde, com novos centros previstos para 2026, incluindo na A3, na Trofa, após a inauguração recente em Oeiras, na A5.
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