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Emirates encomenda 65 Boeing 777-9 e apoia estudo do 777-10

Homem de terno andando em frente a avião da Emirates em aeroporto durante pôr do sol.

Com a Boeing ainda sem conseguir entregar os primeiros 777X após uma sequência de adiamentos, a Emirates já olha adiante e pede um jato de longo curso ainda maior - um início agitado para o Dubai Air Show.

A companhia de Dubai, que consolidou o seu hub apostando em aeronaves de grande porte, volta a reforçar a sua confiança nos “gigantes do céu”. Na abertura do salão aeronáutico de Dubai, anunciou uma nova encomenda de 65 Boeing 777-9, num valor total de 38 bilhões de dólares.

Esse é o terceiro pedido da Emirates por variantes do 777X, elevando a carteira para 270 aeronaves, somando 777-9 e 777-8. “A Emirates já é a maior operadora de 777 do mundo, e hoje ampliamos nosso compromisso com pedidos adicionais de 65 Boeing 777-9”, destacou o CEO, Sheikh Ahmed bin Saeed Al Maktoum.

Pedido da Emirates: 65 Boeing 777-9 e a promessa do maior birreator

Do lado da Boeing, o discurso reforça o posicionamento do modelo: o 777-9 deve se tornar o maior avião birreator do mundo, com cabine mais ampla e mais iluminada, ganhos de conforto e uma redução anunciada de 20% no consumo e nas emissões em comparação com as aeronaves que ele substitui.

Atrasos do Boeing 777X e a “montanha de trabalho” até a certificação

Lançado em 2013, o programa 777X carrega sete anos de atraso. A primeira entrega, que em determinado momento era esperada para 2020, agora foi empurrada para 2027. A Boeing já contabilizou um custo adicional de 4,9 a 5 bilhões de dólares ligado a esses atrasos, somando-se aos bilhões já consumidos desde o início do projeto.

Além disso, o fabricante precisa revisar e retrabalhar várias aeronaves que já estavam montadas e admite haver uma verdadeira “montanha de trabalho” antes de obter a certificação.

Emirates mantém a confiança

Mesmo com o histórico de adiamentos, a Emirates não dá sinais de preocupação - e ainda pressiona a Boeing a ir além. O novo acordo “traz um apoio forte” a um estudo de viabilidade para o 777-10, uma versão ainda maior do 777X. Pelo que foi estabelecido, a encomenda de 777-9 poderá ser convertida, caso a Boeing avance oficialmente com o projeto, para esse futuro 777-10 ou, se isso não acontecer, para o 777-8.

Na prática, a Emirates garante acesso a um possível superwidebody de amanhã e, ao mesmo tempo, mantém assegurados aviões que já existem no portfólio. “Cada uma de nossas aeronaves encomendadas foi cuidadosamente integrada ao plano de crescimento da Emirates, alinhado aos planos de crescimento de Dubai”, insistiu Sheikh Ahmed. O executivo também citou um compromisso de longo prazo que “apoia centenas de milhares de empregos” na indústria aeronáutica dos Estados Unidos.

A Boeing, por sua vez, evita cravar prazos com mais detalhes. Stephanie Pope, chefe da divisão de aviões comerciais, disse estar “honrada” com a nova escolha da Emirates pelo 777X, sem avançar sobre a data de entrada em serviço. Já a Emirates afirma “esperar a entrega dos primeiros 777-9 a partir do segundo trimestre de 2027”.

Indicando que a demanda por aeronaves grandes segue em alta mesmo após o fim da produção do A380, a Airbus também avalia uma versão maior da família A350 - embora o grupo diga estar satisfeito com o desempenho do A350-1000 atual.

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